domingo, 30 de agosto de 2015

Estado dos artigos

É necessário conhecer as leiloeiras que são rigorosas na descrição dos artigos. Por vezes, este rigor aplica-se à totalidade dos lotes, mas não é raro verificar que determinado tipo de artigo é constantemente mal descrito. Além disso, algumas casas de leilões não se responsabilizam pela descrição, pois essa é realizada pela pessoa que colocou o lote na leiloeira.

Infelizmente existe um vazio legal que permite com que não haja responsabilização. Assim, a única forma de responsabilizar é o consumidor estar atento e decidir não adquirir bens ou colocar os seus bens à disposição da casa leiloeira.

Um dos casos mais marcantes são os leilões de moedas, por exemplo. O valor das moedas varia conforme a sua raridade, procura e o estado de conservação (EA). O EA nem sempre é de fácil verificação, mesmo com fotografias de boa qualidade, exigindo experiência por parte do avaliador. Precisamente por isto, são vistos alguns leilões em que a descrição das moedas incluiu o seu valor de catálogo referente a um EA elevado. Mas quando se vêem as fotografias, fica patente que a o EA é de fraca qualidade, pelo que o artigo pode até nem ter valor comercial aceitável.

Outros casos, verifica-se que o estado de conservação dos bens foi afectado por fungos ou humidade, resultantes de acondicionamento deficiente. Por vezes só é possível verificar quando o artigo é comprado.

Pelo contrário, existem casas de leilões em que existe um avaliador minimamente competente, onde impera o bom senso e o bom nome da casa. Nestes leilões, a confiança é muito maior.

Por fim, refira-se que uma leitura atenta ao historial de leilões, nem sempre permite ter uma boa impressão quanto à real descrição dos seus bens. É necessário o acompanhamento contínuo dos leilões e até, por vezes, realizar uma compra menos feliz.

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